Análise do Desempenho de Concretos Produzidos com Materiais Cimentícios Suplementares e Aditivo Cristalizante com Vistas ao Mecanismo de Autocicatrização
Nome: GABRIEL AGRISI PAIGEL
Data de publicação: 30/09/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| GEILMA LIMA VIEIRA | Presidente |
| GEORGIA SERAFIM ARAÚJO | Examinador Externo |
| LAIS ZUCCHETTI | Examinador Externo |
Resumo: Este estudo avalia o fenômeno da autocicatrização em concretos com adições minerais e aditivo cristalizante, visando compreender seu impacto na durabilidade, especialmente em condições agressivas, como aquelas expostas a íons cloreto. Foram analisados traços com escória de alto-forno, cinza volante, aditivo cristalizante e um traço de referência com cimento Portland de alta resistência inicial, em amostras íntegras e fissuradas, com aberturas inferiores a 0,2 mm e entre 0,3 e 0,4 mm. A metodologia incluiu ensaios de migração de cloretos (NT BUILD 492), medições de resistividade elétrica, microscopia estereoscópica e, como complemento, análises de difração de raios X (DRX), a fim de verificar a capacidade desses materiais de resistirem à penetração de agentes deletérios e promoverem a selagem de fissuras. Os resultados indicaram que todos os materiais apresentaram algum grau de autocicatrização visível. O concreto com escória de alto-forno destacou-se por sua elevada resistência à penetração de cloretos, com redução de cerca de 40% na profundidade de penetração em comparação ao concreto com aditivo cristalizante, além de apresentar maior resistividade elétrica. Em termos de autocicatrização, os concretos com cinza volante e aditivo cristalizante apresentaram os melhores desempenhos, enquanto a escória demonstrou comportamento intermediário. A análise combinada da microscopia e do DRX confirmou a formação de carbonato de cálcio (CaCO) como principal produto de selagem. A análise estatística evidenciou que a composição do concreto influencia significativamente a resistência à penetração de cloretos, enquanto a largura das fissuras, nos intervalos estudados, não apresentou impacto relevante sobre a capacidade de cicatrização. Conclui-se que a utilização de adições minerais e aditivos específicos é uma estratégia eficaz para a produção de concretos mais duráveis, resilientes e sustentáveis.
