Durabilidade de Concretos com Incorporação de Escória de Ferroníquel como Material Cimentício Suplementar: Migração de Íons Cloreto, Carbonatação e Análise Microestrutural
Nome: THIAGO ALMEIDA QUINQUIM
Data de publicação: 26/02/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| GEILMA LIMA VIEIRA | Examinador Interno |
| GEORGIA SERAFIM ARAUJO | Examinador Externo |
| MARCELO HENRIQUE FARIAS DE MEDEIROS | Examinador Externo |
| RAFAEL DORS SAKATA | Coorientador |
| RONALDO PILAR | Presidente |
Resumo: A substituição parcial do cimento Portland por materiais cimentícios suplementares (MCS) constitui uma estratégia consistente para aumentar a sustentabilidade da construção civil, reduzindo o fator clínquer e seus impactos ambientais, sobretudo quando esses materiais são regionalmente disponíveis. Neste estudo, investigou-se a viabilidade técnica da incorporação de escória de Ferroníquel (EFN) moída como MCS em concretos, avaliando desempenho mecânico, indicadores de durabilidade e evidências microestruturais. As misturas foram produzidas com relação água/aglomerante constante e diferentes teores de substituição (incluindo referência e uma composição com fíler calcário inerte). O desempenho foi analisado por resistência à compressão, ensaios de transporte de cloretos (carga passante e coeficiente de migração), resistividade elétrica, volume de poros permeáveis e carbonatação acelerada. A interpretação dos resultados foi sustentada em nível microestrutural por difração de raios X em luz síncrotron com refinamento quantitativo e termogravimetria, permitindo relacionar composição/mineralogia e evolução da hidratação. A EFN, caracterizada por baixa razão Ca/Si e considerável fração amorfa silicosa, apresentou reatividade pozolânica predominantemente tardia, consumindo Ca(OH)2 e formando C–S–H adicional, o que promoveu densificação da matriz. Em idades avançadas, observou-se redução consistente do transporte iônico e do volume de vazios, acompanhada de aumento da resistividade elétrica, indicando maior resistência à entrada de cloretos. Em contrapartida, teores elevados de substituição ampliaram a vulnerabilidade à carbonatação principalmente nas primeiras idades, atribuída à diluição do clínquer e à menor reserva alcalina, embora a densificação tardia atenue parcialmente esse efeito. De modo geral, teores em torno de 30% mostraram melhor equilíbrio entre desempenho mecânico, ganhos de durabilidade e resistência à carbonatação.
