Avaliação do Ciclo de Vida Energético e Desempenho da Envoltória em um Edifício Universitário: Estratégias de Retrofit para Eficiência Energética

Nome: NAARA BRUM OLIVEIRA

Data de publicação: 24/08/2026

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
DIEGO LIMA MEDEIROS Examinador Externo
GIUSILENE COSTA DE SOUZA PINHO Examinador Externo
JOAO LUIZ CALMON NOGUEIRA DA GAMA Presidente

Resumo: Nos dias de hoje, discute-se amplamente os impactos ambientais associados ao contínuo crescimento da população, a urbanização acelerada, ao consumo de recursos naturais e as atividades industriais, incluindo os impactos da indústria da construção civil relacionados ao consumo de energia. A fase operacional concentra a maior demanda energética dos edifícios, enquanto a renovação de edificações existentes tende a gerar menores impactos de carbono incorporado do que sua demolição e reconstrução. Nesse contexto, a aplicação da metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida Energético (ACVE) permite quantificar os impactos ambientais ao longo da vida útil de uma edificação e avaliar os processos de retrofit voltados ao aumento da eficiência energética. O objetivo desta pesquisa foi avaliar o desempenho da envoltória e o ciclo de vida energético de uma edificação pública universitária mediante ações de retrofit. Como estudo de caso, foi selecionado um edifício da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), no campus de Goiabeiras, em Vitória (ES). A avaliação do desempenho da envoltória e o consumo operacional foram realizadas por meio de simulação computacional utilizando o software Energyplus. Para a ACVE, foram consideradas a energia incorporada e operacional e as respectivas emissões de CO, comparando a condição atual da edificação com as propostas de retrofit em diferentes cenários. Os resultados mostraram que para o edifício existente e para o uso como salas de aula, o cenário C6, apenas com a adição das placas fotovoltaicas, apresentou as maiores reduções de energia no ciclo da vida. Para o uso como laboratórios de informática, o cenário C7, que integra a placa fotovoltaica a estratégias passivas de retrofit, apresentou o melhor desempenho, com reduções de até 47,7% da energia total do ciclo de vida. O aumento da intensidade de uso de 8 para 12 horas diárias elevou a participação da fase operacional, chegando, em 75 anos, a 95% da demanda de energia primária e 80% das emissões de carbono no uso como laboratórios de informática. O cenário C6 apresentou o menor período de amortização energética, inferior a 1,5 ano nas situações analisadas, enquanto o telhado verde (C5), utilizado isoladamente, apresentou os resultados menos favoráveis. Os resultados demonstram que a escolha das estratégias de retrofit deve considerar conjuntamente os impactos incorporados e operacionais, além das condições de uso e do horizonte temporal da edificação.

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